
Tudo sobre Branding e Posicionamento de Marcas
Toda marca bem posicionada aprendeu a dizer não!
Ao longo da leitura, veremos por que posicionamento vai muito além da comunicação ou da escolha de um nicho. Você entenderá como ele orienta as decisões de uma marca, influencia a percepção do mercado e por que aprender a dizer “não” é uma das características mais importantes de empresas verdadeiramente bem posicionadas.
Por que posicionamento ainda é tão mal compreendido?
Se existe um conceito que talvez seja tão mal compreendido quanto branding, esse conceito é posicionamento.
É comum ouvir que posicionamento significa escolher um nicho, definir um público-alvo, criar um slogan ou encontrar um diferencial competitivo. Em muitos casos, ele também é tratado como uma estratégia de comunicação ou uma forma de se destacar da concorrência.
Curiosamente, todas essas explicações possuem algum elemento de verdade. Um bom posicionamento influencia a comunicação, ajuda a diferenciar uma marca e orienta a forma como ela se apresenta ao mercado. O problema começa quando essas consequências passam a ser confundidas com o próprio conceito.
Assim como aconteceu com o branding, o posicionamento acabou sendo reduzido às suas manifestações mais visíveis. Com isso, muitas empresas acreditam estar trabalhando seu posicionamento quando, na realidade, estão apenas ajustando a forma como comunicam aquilo que fazem.
Essa confusão traz uma consequência importante. Se não compreendemos o que realmente é posicionamento, também não conseguimos utilizá-lo como um critério para orientar decisões, definir prioridades e construir uma marca consistente ao longo do tempo.
Antes de responder o que é posicionamento, porém, precisamos desfazer essa confusão. Porque compreender por que ela existe é o primeiro passo para compreender o próprio conceito.
Afinal, o que é posicionamento?
Depois de entender por que existe tanta confusão em torno desse conceito, chegamos à pergunta mais importante: afinal, o que é posicionamento?
Antes de responder, vale uma reflexão.
Imagine uma empresa que tenta agradar todos os públicos, comunicar todos os benefícios de seus produtos e aproveitar todas as oportunidades que surgem no mercado. À primeira vista, isso pode parecer uma estratégia inteligente. Afinal, quanto mais pessoas uma marca conseguir atingir, maiores seriam suas chances de crescer.
Na prática, porém, costuma acontecer exatamente o contrário.
Quando uma marca tenta ser tudo para todos, ela deixa de representar algo de forma clara para qualquer pessoa. Sua comunicação muda constantemente, suas decisões parecem contraditórias e, aos poucos, o mercado deixa de compreender aquilo que realmente a diferencia.
É justamente nesse ponto que o posicionamento entra.
Mais do que definir um público, um nicho ou uma estratégia de comunicação, posicionamento é a decisão consciente sobre o espaço que uma marca deseja ocupar na mente das pessoas e, principalmente, sobre aquilo que ela está disposta a fazer para sustentar esse espaço ao longo do tempo.
Essa definição traz uma consequência importante: toda marca pode afirmar aquilo que deseja representar. O verdadeiro posicionamento, porém, começa quando ela também compreende aquilo que não pretende representar.
Em outras palavras, posicionamento não é apenas uma escolha de direção. É também uma escolha de renúncia.
E talvez seja justamente por isso que marcas bem posicionadas pareçam tão consistentes. Elas não tomam decisões isoladas. Elas tomam decisões coerentes com o lugar que escolheram ocupar na mente das pessoas.
Existe uma consequência inevitável em todo posicionamento: escolher um caminho significa, ao mesmo tempo, abrir mão de muitos outros. Talvez essa seja uma das características mais difíceis de aceitar para empresas que estão construindo suas marcas. Afinal, dizer “não” parece significar perder oportunidades. Parece limitar o crescimento, reduzir o público ou deixar dinheiro sobre a mesa.
Na prática, porém, acontece exatamente o contrário.
Marcas fortes não se tornam relevantes porque tentam agradar todas as pessoas. Elas se tornam relevantes porque possuem clareza suficiente para saber quais oportunidades fortalecem seu posicionamento e quais apenas desviam sua trajetória.
É justamente por isso que posicionamento não pode ser confundido com uma estratégia de comunicação. Antes de aparecer na publicidade, ele aparece nas decisões.
Uma marca posicionada sabe quais produtos fazem sentido para seu portfólio, quais parcerias reforçam sua identidade, quais campanhas representam seus valores e, principalmente, consegue reconhecer aquilo que não combina com a percepção que deseja construir.
Isso não significa que ela nunca mude. Significa apenas que suas mudanças continuam obedecendo à mesma direção.
O maior desafio do posicionamento não está em defini-lo, mas em sustentá-lo. Afinal, é relativamente simples escrever em um documento aquilo que uma marca deseja representar. Difícil é fazer com que cada decisão tomada no dia a dia continue coerente com essa escolha. É nesse momento que o posicionamento deixa de ser um conceito e passa a orientar a gestão da marca.
No fim das contas, posicionamento não é apenas escolher aquilo que uma marca deseja representar. É também decidir aquilo que ela não está disposta a representar.
Posicionar-se é, antes de tudo, aprender a dizer não.
Como o posicionamento orienta as decisões de uma marca
Depois de compreender o que é posicionamento e por que ele exige fazer escolhas, a pergunta que fazemos é: onde esse posicionamento aparece na prática?
A resposta é simples: em praticamente todas as decisões de uma empresa.
É comum associar posicionamento apenas à comunicação da marca. Afinal, é na publicidade, nas redes sociais ou nas campanhas que ele costuma se tornar mais visível. No entanto, muito antes de aparecer em qualquer peça de comunicação, o posicionamento já está influenciando as decisões que moldam a própria empresa.
Ele orienta quais produtos serão desenvolvidos, quais serviços fazem sentido para o negócio, quais experiências serão oferecidas aos clientes e até mesmo quais oportunidades serão recusadas. Também influencia a forma como a empresa define suas prioridades de crescimento, escolhe seus parceiros e estabelece os critérios para tomar decisões no dia a dia.
Mas seus efeitos não se limitam ao mercado. O posicionamento também exerce um papel fundamental dentro da organização. Se uma marca decidiu representar determinados valores, é natural que eles estejam presentes na forma como ela contrata seus colaboradores, desenvolve suas lideranças, reconhece suas equipes e constrói sua cultura. Afinal, seria incoerente comunicar um posicionamento para o público enquanto, internamente, a empresa age de maneira completamente diferente.
É justamente essa coerência que fortalece uma marca ao longo do tempo. Quando aquilo que acontece dentro da organização está alinhado com aquilo que ela comunica para fora, o posicionamento deixa de existir apenas no discurso e passa a ser percebido nas atitudes.
Por isso, marcas bem posicionadas costumam transmitir uma sensação de consistência. Suas decisões não parecem aleatórias, porque todas obedecem à mesma direção estratégica. Mesmo quando inovam, ampliam sua atuação ou enfrentam novos desafios, continuam reforçando a percepção que desejam construir.
Quando o posicionamento deixa de orientar essas escolhas, a marca passa a enviar sinais contraditórios ao mercado. A comunicação diz uma coisa, os produtos demonstram outra, o atendimento transmite uma terceira mensagem e a própria cultura organizacional deixa de refletir os valores que a empresa afirma defender. Aos poucos, a percepção construída começa a perder força.
No fim das contas, posicionamento não serve apenas para orientar aquilo que uma empresa comunica. Sua principal função é orientar aquilo que uma empresa decide fazer.
Como o posicionamento orienta as decisões de uma marca
Depois de compreender o que é posicionamento e por que ele exige fazer escolhas, a pergunta que fazemos é: onde esse posicionamento aparece na prática?
A resposta é simples: em praticamente todas as decisões de uma empresa.
É comum associar posicionamento apenas à comunicação da marca. Afinal, é na publicidade, nas redes sociais ou nas campanhas que ele costuma se tornar mais visível. No entanto, muito antes de aparecer em qualquer peça de comunicação, o posicionamento já está influenciando as decisões que moldam a própria empresa.
Ele orienta quais produtos serão desenvolvidos, quais serviços fazem sentido para o negócio, quais experiências serão oferecidas aos clientes e até mesmo quais oportunidades serão recusadas. Também influencia a forma como a empresa define suas prioridades de crescimento, escolhe seus parceiros e estabelece os critérios para tomar decisões no dia a dia.
Mas seus efeitos não se limitam ao mercado. O posicionamento também exerce um papel fundamental dentro da organização. Se uma marca decidiu representar determinados valores, é natural que eles estejam presentes na forma como ela contrata seus colaboradores, desenvolve suas lideranças, reconhece suas equipes e constrói sua cultura. Afinal, seria incoerente comunicar um posicionamento para o público enquanto, internamente, a empresa age de maneira completamente diferente.
É justamente essa coerência que fortalece uma marca ao longo do tempo. Quando aquilo que acontece dentro da organização está alinhado com aquilo que ela comunica para fora, o posicionamento deixa de existir apenas no discurso e passa a ser percebido nas atitudes.
Por isso, marcas bem posicionadas costumam transmitir uma sensação de consistência. Suas decisões não parecem aleatórias, porque todas obedecem à mesma direção estratégica. Mesmo quando inovam, ampliam sua atuação ou enfrentam novos desafios, continuam reforçando a percepção que desejam construir.
Quando o posicionamento deixa de orientar essas escolhas, a marca passa a enviar sinais contraditórios ao mercado. A comunicação diz uma coisa, os produtos demonstram outra, o atendimento transmite uma terceira mensagem e a própria cultura organizacional deixa de refletir os valores que a empresa afirma defender. Aos poucos, a percepção construída começa a perder força.
Por fim, gostaria que você entendesse que posicionamento não serve apenas para orientar aquilo que uma empresa comunica. Sua principal função é orientar aquilo que uma empresa decide fazer.
Posicionamento não é comunicação
Depois de compreender como o posicionamento influencia as decisões de uma empresa, fica mais fácil perceber outro equívoco bastante comum: acreditar que posicionamento e comunicação são a mesma coisa.
Essa confusão acontece porque a comunicação é a parte mais visível de uma marca. São as campanhas, os anúncios, as redes sociais e os conteúdos que chegam até o público. Naturalmente, muitas pessoas passam a acreditar que é nesse momento que o posicionamento é construído.
Essa percepção, embora compreensível, inverte a ordem das coisas.
A comunicação não cria um posicionamento. Ela apenas expressa aquilo que a empresa já decidiu ser.
Uma marca pode investir em campanhas criativas, produzir excelentes conteúdos e manter uma presença constante nas redes sociais. No entanto, se suas decisões, seus produtos, sua cultura e a experiência que oferece aos clientes não estiverem alinhados com essa comunicação, dificilmente conseguirá sustentar a percepção que deseja construir.
Quando existe coerência entre aquilo que a empresa faz e aquilo que comunica, o posicionamento se fortalece naturalmente. Quando essa coerência não existe, a comunicação perde credibilidade, porque o mercado percebe rapidamente a distância entre o discurso e a realidade.
Isso explica por que investir apenas em comunicação dificilmente resolve problemas de posicionamento. Se a essência da marca continua a mesma, mudar apenas a forma de comunicá-la pode até gerar impacto no curto prazo, mas dificilmente transformará a percepção construída ao longo do tempo.
Por isso, antes de pensar em como comunicar uma marca, é preciso definir com clareza aquilo que ela pretende representar. Só então a comunicação deixa de ser um exercício de persuasão e passa a ser uma consequência natural de um posicionamento consistente.
Posicionamento não é nicho
Entre todas as confusões envolvendo posicionamento, talvez uma das mais frequentes seja associá-lo diretamente à escolha de um nicho de mercado.
Essa associação faz sentido até certo ponto. Afinal, toda empresa precisa definir quem deseja atender, compreender as necessidades do seu público e desenvolver soluções capazes de gerar valor para ele. O problema surge quando essa decisão passa a ser tratada como a própria definição de posicionamento.
Embora estejam relacionados, nicho e posicionamento respondem a perguntas diferentes.
O nicho ajuda a definir para quem a empresa existe. O posicionamento, por sua vez, define o significado que ela deseja construir para esse público.
Essa diferença é importante porque uma empresa pode conhecer profundamente seu mercado e, ainda assim, não ter clareza sobre aquilo que pretende representar. Da mesma forma, é possível escolher um público bastante específico e continuar transmitindo uma mensagem genérica, incapaz de construir uma percepção consistente ao longo do tempo.
Por isso, definir um nicho é apenas uma das decisões estratégicas que fazem parte da construção de uma marca. O posicionamento vai além. Ele dá direção à forma como a empresa será lembrada dentro desse mercado, orientando suas escolhas, sua comunicação e suas atitudes.
Em outras palavras, o nicho ajuda a definir com quem a marca deseja construir relacionamento. O posicionamento define por quais razões ela pretende ser lembrada.
O posicionamento é construído todos os dias
Depois de compreender o que é posicionamento e, principalmente, o que ele não é, fica mais fácil entender que ele não nasce pronto.
Não existe uma reunião capaz de definir, sozinha, a forma como uma marca será percebida pelo mercado. Da mesma maneira, nenhuma campanha publicitária é suficiente para construir um posicionamento consistente da noite para o dia.
O posicionamento é resultado da repetição.
Cada decisão coerente, cada experiência oferecida ao cliente, cada produto lançado, cada atendimento realizado e cada compromisso cumprido reforçam, pouco a pouco, a percepção que a marca deseja construir.
Por essa razão, posicionamento não deve ser encarado como um projeto com data para começar e terminar. Trata-se de um compromisso permanente com a identidade que a empresa escolheu representar.
É justamente essa continuidade que fortalece a marca ao longo do tempo. Quando uma empresa mantém coerência entre suas escolhas durante anos, o mercado passa a reconhecê-la não apenas pelo que vende, mas pela forma como age, pelas expectativas que desperta e pela confiança que consegue construir.
É por isso que marcas bem posicionadas dificilmente dependem de grandes campanhas para reafirmar quem são. Sua própria trajetória comunica aquilo que representam.
Então, depois do que vimos, podemos afirmar que o posicionamento não é algo que uma empresa declara, mas é algo que ela demonstra, todos os dias, por meio de suas decisões.
Como descobrir o posicionamento da minha marca?
Agora que já sei muita coisa sobre posicionamento, como faço para descobrir o posicionamento da minha própria marca?
É comum imaginar que essa resposta aparece de forma espontânea, como uma frase de impacto ou uma ideia criativa durante uma reunião. Na realidade, o posicionamento costuma surgir de um processo muito mais profundo de reflexão.
Antes de perguntar como sua empresa deseja ser percebida, vale a pena responder outra questão: quem ela realmente é?
Quais valores orientam suas decisões? Que transformação pretende gerar na vida das pessoas? Quais princípios ela estaria disposta a defender mesmo que isso significasse abrir mão de algumas oportunidades?
Essas perguntas podem parecer simples, mas costumam revelar algo importante. Muitas empresas sabem exatamente o que vendem. Algumas conseguem explicar como trabalham. Pouquíssimas, porém, possuem clareza sobre aquilo que realmente representam.
E sem essa clareza, torna-se muito difícil construir um posicionamento consistente.
Agora vou te ensinar um exercício capaz de ajudar nessa reflexão.
Imagine que sua empresa deixasse de utilizar seu nome, seu logotipo e toda a sua identidade visual durante um único dia. Restariam apenas suas atitudes, suas decisões e a experiência que proporciona às pessoas. O mercado ainda conseguiria reconhecer aquilo que torna sua marca única?
Se a resposta for “não sei”, talvez o desafio não esteja na comunicação. Talvez ele esteja em compreender, com mais profundidade, a identidade que sua marca deseja construir.
Porque, antes de definir um posicionamento, é preciso compreender aquilo que realmente merece ser posicionado.
Conclusão
Ao longo deste artigo, vimos que posicionamento vai muito além de um slogan, de uma campanha ou da escolha de um nicho de mercado. Ele também não se resume à forma como uma empresa se comunica. O posicionamento começa muito antes disso. Ele nasce das escolhas que uma marca faz, dos valores que decide representar e da direção que estabelece para orientar suas decisões ao longo do tempo.
Talvez essa seja a principal contribuição de um posicionamento bem definido. Ele não serve apenas para tornar uma marca diferente da concorrência. Serve para ajudá-la a permanecer fiel àquilo que escolheu construir, mesmo quando surgem novas oportunidades, tendências ou pressões do mercado.
É justamente por isso que marcas fortes costumam transmitir tanta clareza. Elas não parecem consistentes porque nunca mudam. Parecem consistentes porque suas mudanças continuam respeitando a mesma direção.
Agora, deixa eu te provocar.
Se amanhã sua empresa recebesse uma proposta extremamente lucrativa, mas que contrariasse tudo aquilo que ela diz representar, qual seria sua resposta?
Essa talvez seja a pergunta mais importante deste artigo.
Porque posicionamento não se revela quando tudo está dando certo. Ele se revela justamente quando dizer “sim” parece tentador, mas dizer “não” é o que preserva a identidade da marca.
Por fim, posicionar uma marca não é apenas decidir quem ela deseja ser. É ter coragem para decidir quem ela não está disposta a ser.
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